Saiba como trabalhar com o método Pilates no lesado medular

Saiba como trabalhar com o método Pilates no lesado medular

As lesões da medula espinhal mais comuns ocorrem a partir de acidentes de aviação, ferimentos a bala, esportes acidentes ou quedas.
Ocorrências não traumáticas são classificadas como disfunção da medula espinhal.

Quando um indivíduo é afetado com uma lesão da medula espinhal, geralmente haverá uma perda de função motora e / ou sensação abaixo do nível da lesão. A altura da lesão na coluna vertebral ditará a gravidade da perda funcional dependendo de  como o ferimento decorreu.

O exercício é um passo que, se executado corretamente, pode melhorar a capacidade funcional de um indivíduo com uma disfunção da medula. Além disso, promove o bem estar geral e melhoria da autoestima. Mas com qualquer programação de exercícios, precauções devem ser respeitadas. Antes de iniciar qualquer exercício que você deve aprender as indicações e contraindicações desse público.

A evolução dos pacientes com algum tipo de lesão medular, assim como as respostas destes as aulas de Pilates, é imprevisível. As funções sensitivas, motoras e funcionais preservadas abaixo do nível da lesão apresentam padrões variáveis de recuperação.

Se o paciente tiver o mínimo de controle de tronco é possível realizar os exercícios, caso seja cadeirante, há exercícios que podem ser passados na própria cadeira!

O método Pilates oferece ao aluno cadeirante como crescimento axial, respiração, concentração, estabilização de tronco, reduz os impactos articulares, auxiliando esses alunos em suas atividades de vida diárias.

É importante que você como instrutor, trabalhe bem a questão do aumento de força em membros superiores, já que esta musculatura é quem sofrerá sobrecarga, além disso, é importante gerar uma harmonia dos movimentos através da estimulação das estruturas proprioceptivas, proporcionando maior coordenação motora na execução das atividades diárias.

Os benefícios também podem ser com relação aos órgãos internos e musculaturas profundas, pois estimula o bom funcionamento intestinal também, interessante para este público que passa a maior parte do tempo na mesma posição.

 

– alongamento e maior controle corporal;

– correção postural;

– avaliação da flexibilidade;

– tônus e força muscular;

– alívio de tensões estresse e dores crônicas;

– desenvolvimento da consciência corporal;

– melhora da mobilidade das articulações;

– estimulação do sistema circulatório e oxigenação do sangue;

– fortalecimento dos órgãos internos;

– trabalho da respiração;

– aumento da sensação geral de bem estar.

 

É importante lembrarmos que na respiração utilizamos muito a mobilidade de todo tórax, que estimula a contração de músculos respiratórios importantíssimos e dificultando o aparecimento de possíveis patologias relacionadas à respiração (ex.: pneumonias).

Objetivo do método neste caso

O objetivo dos exercícios é facilitar a AVD’s dos pacientes, sendo possível através de algumas condutas, como: exercícios específicos para controle e sustentação do tronco, fortalecimento de membros superiores para facilitar transferências de peso para outros locais e estímulos de equilíbrio.

Proporcionando ao paciente independência e autonomia, auto valorização, autoestima, autoimagem, melhora da função nos aparelhos circulatório, digestivo, respiratório e excretor, melhora da resistência muscular em membros superiores e troncos, e principalmente melhora do equilíbrio estático e dinâmico.