Flexibilidade x Alongamento

Flexibilidade x Alongamento

 

 A flexibilidade e o alongamento são qualidades essenciais para um bom desempenho físico, tanto para a realização de atividades da vida diária, como para melhorar a performance no meio desportivo.(BADARO; SILVA; BECHE, 2007).

Sobre a Flexibilidade:
"É a capacidade de realizar movimentos em certas articulações com apropriada amplitude de movimento" (BARBANTI,1994, p.129).
"É a amplitude máxima passiva fisiológica de um dado movimento articular" (ARAUJO, 1999, P. 26).
 A flexibilidade pode ser classificada em geral ou específica, ativa ou passiva, e ainda em estática ou dinâmica. Para que haja uma boa amplitude de movimento, ou seja, uma boa flexibilidade, que varia de acordo com a necessidade de cada um, é preciso haver mobilidade e elasticidade adequada dos tecidos moles que circundam a articulação (músculos, tecido conectivo e pele), vindo a favorecer o desempenho da maioria das atividades ocupacionais e recreativas, com amplitudes de movimentos sem restrições e sem dor. (KISNER; COLBY, 1998)

Sobre o Alongamento:
 O alongamento é uma forma de trabalho que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade obtidos e a realização dos movimentos de amplitude articular normal com o mínimo de restrição possível. ( DANTAS, 1999)
 O uso de exercícios de alongamento para aumentar a flexibilidade, geralmente, é baseado na idéia de que podem diminuir a incidência, a intensidade ou a duração da lesão musculotendinosa e articular. O Alongamento pode ser, estático, balístico, por contração muscular excêntrica e por facilitação neuromuscular proprioceptiva.
 O alongamento estático é um dos mais eficazes, além de constar na literatura como o mais seguro. A contração muscular excêntrica é mais eficiente que o alongamento estático, embora seja necessário maior cuidado quanto às lesões. A facilitação neuromuscular proprioceptiva produz mais resultados que o alongamento estático, mas é preciso um profissional devidamente treinado para dar atenção exclusiva ao indivíduo. Não há literatura disponível sobre o alongamento global, mas pelas bases teóricas é provável que seja superior ao estático, mas com as mesmas limitações da FNP. ( ROSÁRIO; MARCOS; MALUF, 2004) 
 
Em 2012, JUNGES, et al. realizaram um estudo sobre a eficácia do método pilates para a postura e flexibilidade em mulheres com hipercifose.
 Foi conduzido um ensaio clínico randomizado com 41 mulheres com idade média de 59 anos. Essas mulheres foram divididas aleatoriamente em dois grupos: 22 mulheres no grupo de intervenção e 19 no grupo controle. Os exercícios foram realizados duas vezes por semana (60 minutos cada aula) durante 30 semanas. O grau de cifose foi mensurado pelo ângulo de Cobb através de um exame radiológico (Raio-X) com o paciente em pé. A flexibilidade foi medida com um flexímetro usando um protocolo específico para a flexibilidade. Uma diferença significativa no ângulo de cifose foi observada entre os dois grupos, -8,0 ± 7,5 graus para o grupo experimental e -0,6 ± 3,4 graus para o grupo controle (p < 0,001). Índice de massa corporal (IMC) e percentual de gordura corporal também mostrou diferenças significativas (p < 0,001) entre os grupos. 
 
O grupo de intervenção mostrou uma melhora significativa na flexibilidade de todos os movimentos cervical e do tronco. A comparação entre os grupos, antes e após a intervenção, demonstrou diferenças significativas (p < 0,05) para todos os movimentos, com exceção de flexão do tronco. O método Pilates é eficaz em melhorar a postura e flexibilidade em mulheres com hipercifose, bem como reduzir a gordura corporal.

 Acesse na íntegra: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/2721/2134
Publicações de base: https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/article/view/6461/3929
http://www.rbf-bjpt.org.br/files/v8n1/v8n1a12.pdf