EFEITOS DO MÉTODO PILATES PARA INDIVÍDUOS COM PARKINSON

EFEITOS DO MÉTODO PILATES PARA INDIVÍDUOS COM PARKINSON

Com o aumento da longevidade, o número de pessoas idosas vem aumentando consideravelmente. Conforme dados publicado no site do Ministério da Saúde (2012), existem no Brasil cerca de 21 milhões de pessoas com idade ou superior a 60 anos.

O envelhecimento é uma fase marcada por doenças, sequelas e perdas funcionais importantes, resultando em dependência e perda da autonomia, ocasionando implicações diretas no bem estar e qualidade de vida do idoso. A doença de Parkinson (DP) é tradicionalmente conhecida como moléstia com manifestações motoras e é a segunda doença neurodegenerativa mais comum em idosos, com prevalência estimada de 3,3% no Brasil. É uma doença com deficiência nos sistemas neurológico e neuromuscular, ocasionada por um distúrbio no gânglio basal que gera uma carência na resposta ao ao estímulo enviado para medula espinhal, responsável pelo controle da ação muscular, ocorrendo uma diminuição da aptidão física do indivíduo

Os principais sintomas são:  tremores, rigidez, bradicinesia, alterações da postura e equílibrio. Essas manifestações são responsáveis por incapacidades físicas e psíquicas, mas existem outras manifestações dessa doença que não devem ser ignoradas, pois também acarretam prejuízos significativos à qualidade de vida dos indivíduos acometidos como: psicose, transtornos cognitivos e depressão.

 

Acinesia e bradicinesia

 

Acinesia e bradicinesia são, respectivamente, a ausência e diminuição dos movimentos, e são manifestações bem características desta patologia.

Afeta os movimentos voluntários e os automáticos, tanto na iniciação quanto na execução dos mesmos.

A predisposição em adotar e manter posturas fixas provem deste sintoma. Este fenômeno acontece em todo tipo de movimentação e em todos os aspectos, desde a redução na expressão facial e na marcha em bloco, que acontece sem a movimentação dos braços, até em alterações na direção do movimento e em parar esta atividade.

 

Postura Parkinsoniana

 

A acinesia pode ser súbita (freezing), não tão comum no início dos sintomas, mas especialmente incapacitante numa fase mais avançada da Doença de Parkinson e interfere muito na aplicabilidade de qualquer terapia ou atividade física. O indivíduo não consegue iniciar o movimento ou por uma tensão emocional.

Os distúrbios do sono são um dos problemas mais comuns nos parkinsonianos, tendo uma série de sintomas, tais como: dificuldade em conciliar o sono, despertares freqüentes durante a noite, e sonhos reais quando o portador não consegue distinguir o sonho da realidade e pesadelos.

Na maioria dos casos, os portadores de Parkinson não apresentam distúrbios cognitivos, mantendo-se preservada a consciência intelectual e a capacidade de falar.

Algumas vezes notam-se alterações no processo de fala, a voz se torna mais fraca, o volume diminui e pode aparecer alguma rouquidão.

O sintoma mais freqüente, nestes casos, é a dificuldade de articular as palavras, o que pode ser bastante prejudicial para pessoas que trabalham com a fala.

Em alguns casos a fala é monótona, cadenciada e sem entonação, enquanto que em outros casos, os pacientes aceleram o ritmo de sua fala de modo descoordenado diminuindo o tempo de fala, e acaba embaralhando as palavras e dificultando a compreensão.

Método Pilates aplicado na Doença de Parkinson

 

Em busca da melhoria da qualidade de vida de pessoas idosas portadoras da Doença de Parkinson, o Método Pilates, que constitui um sistema de exercícios físicos que integra o corpo e a mente proporciona vários benefícios, como:

 

Controle Postural

Força

Flexibilidade

Equilíbrio Muscular

Consciência e Percepção do Movimento Corporal

Condicionamento Físico

Tudo isso faz com que o parkinsoniano possa ser capaz de executar suas tarefas com maior eficiência, adquirindo assim uma maior independência em suas atividades de vida diária.

O Pilates é um método de reeducação do movimento, utilizando uma técnica desenvolvida através dos princípios como concentração, respiração, ativação do power house, fluidez, precisão e controle, e tem como objetivo trazer consciência para o movimento.

Através de exercícios em aparelhos ou no solo, os músculos de todo o corpo são alongados e tonificados sem causar lesões, e desta forma contribui muito para a melhora de problemas posturais ligados ao desequilíbrio muscular.

Concluindo, a sobrevida dos pacientes com Parkinson é longa. No entanto, há perda progressiva da mobilidade e, consequentemente, da independência, da qualidade de vida e autoestima. Por isso, é de grande auxílio combinar à terapia farmacológica medidas que contribuam na manutenção e fortaleçam a saúde do paciente, postergando, ao máximo, o avanço dos sintomas. Os pacientes se beneficiam do acompanhamento com neurologista, psiquiatra, geriatra, fisioterapeuta e fonoaudiólogo. Quanto mais ferramentas tivermos à disposição para ajudar esses pacientes, melhor. E nesse contexto, o Pilates se sobressai, não apenas como uma atividade física excelente, como também um aliado na manutenção da qualidade de vida das pessoas com Parkinson.

 

Abaixo há sugestões de exercicios que podem ser realizados: