Dicas para trabalhar com alunos e pacientes que tenham labirintite

Dicas para trabalhar com alunos e pacientes que tenham labirintite

A labirintite é uma doença do ouvido que afeta o labirinto e suas estruturas responsáveis pela audição (cóclea) e pelo equilíbrio (vestíbulo). As pessoas costumam chamar qualquer distúrbio na região do ouvido interno de labirintite. O termo correto é labirintopatia, sendo labirintite uma delas.

Para que o equilíbrio do corpo seja mantido estão envolvidos no mecanismo diferentes órgãos e sistemas (o labirinto atua no direcionamento dos movimentos da cabeça e do corpo). O sistema labiríntico recebe os impulsos de todos os sensores do corpo para que sejam analisados pelo sistema nervoso central, funcionando como uma central de informações. A chegada ao cérebro de qualquer mensagem desalinhada acaba resultando em enjoos e tonturas, o que perdura até que haja uma adaptação à nova realidade.

A tontura não é, exatamente, uma doença, ela sugere que algo não está bem no organismo. Esse sintoma pode surgir em qualquer faixa etária ao longo da vida, sendo mais frequente em idosos.

Além de trabalhar o equilíbrio do aluno através de exercícios específicos, a técnica favorece o desenvolvimento de diversos músculos do corpo. No caso, em especial, dos alunos com labirintite, o Pilates ajuda no fortalecimento dos músculos dos quadris e dos tornozelos, essenciais para também manter o equilíbrio do praticante.

– Exercícios de equilíbrio;

– Exercícios de relaxamento;

– Exercícios de coordenação motora;

– Exercícios de força e flexibilidade;

– Exercícios proprioceptivos (trabalha a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo).

O direcionamento do olhar tão importante na realização dos exercícios de Pilates ganha uma importância maior com esse grupo de clientes. Ensinar a manter um ponto fixo principalmente quando o corpo esta em movimento e numa fase mais avançada, direcionar o olhar com os movimentos dos membros superiores ajuda a treinar os reflexos vestibulares e cervicais.

Exercícios básicos como o Footwork no Reformer devem ser evitados, pois o vai e vem do carrinho, coloca o sistema vestibular em situação de estresse. Modificações frequentes de posicionamento também devem ser evitadas.